domingo, 19 de julho de 2015

Tenho dores de menina, cólicas de frustração. Me pergunto todo dia até que horas ficarei deitada sob o muro de lamentação. Lembro que quando pequena o joelho ralado não era nada comparado ao mertiolate que ainda ardia. O sopro de consolo sessava por segundos o choro da agonia. Não é nada que pare o mundo, não é morte nem tragédia grega, só lição dura que recebi. Vi o resultado de minhas faltas e a vida dizendo assim; não sou fácil, nunca disse que seria, eu bato forte e tiro o chão de quem vacila na minha mão. Não adianta - sempre me digo- reviver e perder o sono, as águas correm e o aprendizado é um presente.

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