terça-feira, 5 de junho de 2012

SirpEl

Anjos são seres puros, cheio de luzes e cores.
Pureza irradiada sem medidas onde quer que estejam.
Penetrante suas cores iluminam até o dia e ofuscam o Sol.
Sol, centro deste universo. SirpEl.


Perdida em meio a multidão de seres tão sombrios quando a noite fria sem estrelas.
Pobre anjo doce, puro, caído na lama.
Escarrada .
Apedrejada.
Desgraçada.
Mal amada és tu agora pelo direito que escolheu de poder ser humana!


Sem asas.
Sem casa.
Sem parada.
Tu fostes rasgada.


Vaga, vaga pequena.
Vaga porque te perseguem.
Vaga porque te querem.
Seja suja, limpa ou maltrapilha, te querem morta.
Não pelo que fez, nem pelo que é, mas pelo que foi e talvez ainda serás.
Corre, esconde, aguarda.
Controle suas emoções infiéis, possessivas, agressivas, inapropriadas.
Tira, rasga, fere, deite-se.
O dia ainda não chegou.
Sente falta de casa, não é criança?
Enfia na garganta essas palavras e feche os benditos olhos de imensidão...
Sofra a emoção da perda.
Sinta medo.
Viva esse desespero.


Regurgita suas feridas expostas ao nada.
Coma a terra que te cerca e continue mesmo estando saturada.
Penetre e deixe ser penetrada.
Saboreie a sensação de ser deixada.


Agora olhe.
Bem devagar, expire.
Um pouco mais fundo.
Agora inspire.
Esta sentindo?
Estão vindo te salvar.

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